O som da manhã, na minha janela
(Carmen Lúcia de Queiroz Pires)
Entre acordada e dormindo
Ouço o som da manhã
Todos dormem em minha casa
Ou penso que dormem
Seus sons, ainda não escuto
Ouço os sons que vêm do mato
Ainda, não consigo identificá-los
Acho que são dos passarinhos
Na cidade os escuto
Com baixa intensidade
Misturado aos sons dos carros
Aqui, aonde estou, seus cantos
São mais nítidos e intensos
Mais perto do meu coração
Pertinho da minha janela
Canta o bem-te-vi
Imitando-nos com seu som
Agora que eles me acordaram
Despertando-me do meu "inho"
Voam para outras paragens
Penso em você, tão distante
Será que como eu, ouve
O canto dos pássaros?
Será que ao ouvi-los,
Lembra-se de mim?
Ou será que tua mente
Teu coração, ocupados
Com outro astral,
Continuam a dormir?
Tirar você de dentro de mim
Nessa manhã
Onde escuto os sons do mato
É algo tão improvável
Quanto você estar aqui!
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